domingo, 11 de agosto de 2013

Domingo nostalgia!

Hoje é Dia dos Pais, e obrigada Senhor por tê-lo pertinho de mim! Mas a nostalgia do domingo vem de algo totalmente diferente. É que tá frio, dá vontade de tomar vinho e depois sair pelas ruas em busca de visuais e lugares legais para se tomar café. Deixo registrada, como em outros posts, a minha paixão: Paris.
É Paris, que me fez feliz só por 15 dias e se fez inesquecível.
Viagem rápida, mas com a esperança de encontrar algo muito mais do que eu, de me conhecer melhor e saber que a Itália não me fez tanto bem quanto Paris me fez. E não sei te explicar o porquê. Paris é livre, é grande, para qualquer lugar que você vá, cada beco, cada entrada, cada saída de metrô, tem arte. Arte contemporânea misturada com art nouveau, misturado com street art e muito amor.
É em Paris que debaixo da torre as cangas ficam estendidas e os casais se encontram para tomar vinho para passar o frio, as 18h as luzes da Torre Eiffel acendem e você escuta os gritos dos gringos: oooooh! E parada ali eu fico, boquiaberta e perplexa com tanta beleza. Paris realmente é a cidade da luz!

O programa melhor? Sentar e ficar. É... é só sentar em qualquer lugar e ficar prestando a atenção em quem passa, prestar atenção com o que está acontecendo. Turistas perdidos, franceses mega arrumados, moda, moda, moda, arte, arte e arte.

Me encantei com Pompidou, muitos não gostam por achar meio "nada a ver". Esses não entendem o fundamento da Arte Contemporânea, e que esse "nada a ver" tem fundamento sim, que você talvez não o veja e não o distingua, mas o fundamento vem da sua imaginação. Parar e observar cada detalhe, achar esquisito e feio, pode ter certeza que essas sensações foram estudadas por cada artista, era o objetivo dele que isso acontecesse. Se eu fosse entrar nessa questão de arte aqui, renderiam posts e mais posts... Voltamos á minha saudade.

Foi em Paris que fiz questão de não conhecer lojas famosas e ricas, que fiz questão de não gastar dinheiro na Zara e que fiz questão de fazer um roteiro somente de brechós. E te digo, que eu poderia fazer um livro contando o que achei e vi nesses brechós. Como vale a pena... Peças baratas, bonitas e únicas. Me surpreendi ao ver a quantidade de casacos e produtos militares do Exército Francês, as vintage stores eram abarrotadas deles, parecia uma espécie de doação, não sei. Curioso... Não perguntei.

Ainda sei que qualquer dia vou voltar, para ficar. E também sei que vou sentir saudades daqui como estou sentindo de lá, é inevitável essa vontade de se fazer parte de um mundo que não é o seu agora. É inevitável sonhar e ter certeza que ali você foi quem você queria ser, mesmo não sendo.

Esse post não era para ser propriamente só sobre Paris, mas para falar para vocês, que essa vontade de mudança, essa voz que você ouve quando passa a propaganda da CVC, ela existe. Ela é a sua vontade de fugir da realidade e a vontade de mudar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário