O processo de fabricação das roupas hoje em dia, deixa um pouco a desejar na qualidade, mas atende à demanda e assim, aumentando lucros. Esse é o mundo da moda onde se produz cópias em série com o valor muito baixo e em grande quantidade, para alimentar as consumidoras de plantão. As fast fashion estão aí para isso. É possível sair a noite e ver que tudo não passa de um uniforme, onde todas seguem as mesmas tendências que vêem nos mesmos blogs de Look do Dia e frequentam as mesmas lojas. Não posso generalizar, seria hipocrisia da minha parte, já que também sofro desse mal.
Lembrei então de "Tempos Modernos" de Charles Chaplin, crítica à industrialização, capitalismo e maus tratos aos funcionários (lembrando somente do assunto tratado aqui, pois o filme aborda muito mais do que isso). Achei incrível pensar que mesmo quase 80 anos depois, as críticas sejam as mesmas. Mas criticando somente o ato da uniformização e desmistificação à cultura fashion, por algo somente robótico, é possível compreender para quem se interessa por moda, que a cada dia vai perdendo o sentido e o seu real fundamento, que não seja somente "vender".
Uma palestra dada pela responsável da marca vintage, Byronesque, Gill Linton fala um pouco sobre a desvalorização da moda, quando produzidas em massa, e defende o poder do Vintage sobre a sociedade. Em um bate papo breve, ela conta como funciona a sua marca e como valoriza o vintage, inserindo-o no mercado de forma também competitiva, investindo em look books e e-commerce.
Muitos vêem o Vintage, como algo usado, velho e desgastado. Mas não tem a consciência de que a peça pode ter sido estritamente pensada por alguém à alguém, e que pelo simples fato de estar sendo vendida à um determinado público, tem o seu valor. Quando bem cuidada, é claro!
Defendo o vintage como base em sustentabilidade, menores gastos e exclusividade. O que eu acho fundamental para cada sub-cultura, sub-culturas essas, que são capazes de fazer voltar o handmade e o couture conquistado há anos e que vem se perdendo com o tempo.
Lojas brasileiras como O Gato Bravo (SP), B.Luxo (SP) e Eu Amo (RJ), já tem um espaço garantido no coração das vintage hunters, por trazerem a história junto com cada peça. Ô se tem!
"Buy less
Choose well"
-Vivien Westwood


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