quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Pelos bigodes de Dalí!

Bigodes longos, cabelos muito bem penteados e olhar surpreendente. Dalí está por aqui!

Demorei, mas finalmente consegui visitar a exposição que está lotando o CCBB, Salvador Dalí. De um jeito que eu não esperava ver, certamente me surpreendi quando me deparei com suas ilustrações com traços finos e uma aquarela tão sensível que chegava a me confundir de quem era aquela obra.

Disposto em ordem cronológica, o interessante foi ver que apesar dos seus devaneios particulares e surtos e mais surtos, os seus desenhos vão passando do mais sensível ao mais grotesco, chegando às suas pinturas surreais e super detalhadas, com muito preto, cinza e branco. Seus quadros parecem saltar à nossa frente. É um jogo de claro-escuro tão incrível que é possível passar horas e horas contemplando e tentando desvendar todos os mistérios que ali tem.

É curioso pensar em uma comparação de seus trabalhos. Quando em Paris, fui à Monmartre visitar e por indicação haviam me dito que ali, em um lugar escondidinho e super charmoso, havia um pequeno museu que abrigava os melhores trabalhos do Dalí. Era tipo uma caverninha escura, tão assombroso quanto seus trabalhos. No fundo um filme que não era "O cão andaluz", como no CCBB, era um que não consigo lembrar o nome agora, mas tão bizarro como, de poucos segundos chocantes.






Foi super interessante ter contato com outro lado de Dalí. A sutileza dos traços de nanquim e os mais loucos e grotescos desenhos, a tridimensionalidade dos seus quadros, me deram uma outra percepção do que era o surrealismo que Salvador Dalí pregava.

A exposição está acabando mas ainda continua valendo a visita!




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